Marketing de Nostalgia como aplicar em seu negócio - Gigante Do Marketing

Marketing de Nostalgia como aplicar em seu negócio

Desenhos que assistimos na infância ou carros antigos que pareciam ter ficado no passado voltam a aparecer em campanhas de marcas como McDonald’s, Nintendo e Nestlé. Esse movimento ativa memórias afetivas e reconecta o público a experiências marcantes de outras fases da vida. A essência do marketing de nostalgia está justamente em despertar sentimentos positivos e construir vínculos emocionais entre marcas e consumidores por meio de referências ao passado.

O que e Nostalgia de Marketing? 

Marketing de Nostalgia como aplicar em seu negócio

Na prática, o marketing de nostalgia consiste em utilizar elementos ligados a memórias afetivas da cultura pop dos anos 80, 90 ou início dos anos 2000 — como músicas, programas de TV, moda retrô ou produtos descontinuados — e reintroduzi-los com um toque moderno. Talvez agora você esteja se perguntando se basta recorrer a qualquer boa lembrança. Bem, não é bem assim. Já ia embora do conteúdo? Continue a leitura para entender todos os detalhes da nostalgia. 

História da Nostalgia 

Foram marinheiros e soldados que passavam longos períodos longe de seu lugar de origem que ajudaram o estudante de medicina suíço Johannes Hofer (1669-1752) a formular o termo nostalgia. Derivado do grego nóstos (“retorno” ou “volta para casa”) e algos (“dor”). Publicado na obra Dissertatio Medica de Nostalgia, Oder Heimweh (“Dissertação Médica sobre Nostalgia, ou Saudade de Casa”), sobre ajuda Hofer que descreveu o sentimento como uma “doença cerebral” que afligia esses indivíduos contribui para o reconhecimento do termo. Mesmo considerada uma doença; na verdade, o tempo ajudou acredita-se que ela traga diversos benefícios.

Pessoas que sentem nostalgia do passado encontram conforto em lembranças felizes, e isso as faz lembrar de pessoas queridas. Devido aos dos psicólogos estudarem o comportamento humano perceberam que relembrar experiências passadas auxiliava as pessoas a enfrentar incertezas, a fortalecer sua identidade e a encontrar consolo em momentos de instabilidade, tornando-se um foco nas ciências sociais. O número de pessoas nostálgicas aumentou, e, como resultado, houve um crescimento na criação de museus, na restauração de monumentos e tradições, além do surgimento de uma arte romântica que valorizava e expressava saudade do passado. Isso se intensificou, especialmente com o avanço da publicidade e da cultura de massa, levando as marcas a reconhecerem o impacto dessas memórias na construção de significados. Filmes, músicas, produtos e campanhas começaram a evocar referências do passado como uma estratégia para criar identificação, conforto emocional e familiaridade com o público.

Ufa!! enfim acabou a história. Mas foi essencial para entender todo o conceito. Vamos ao acertos e erros: 

O que fazer

Acerto 1. Conexão emocional bem direcionada –Use a nostalgia para despertar sentimentos positivos e reais. Quando a referência escolhida conversa com a história do público, a marca deixa de ser apenas lembrada e passa a ser sentida.

Acerto 2. Atualização sem perder a essência –Trazer elementos do passado funciona melhor quando eles ganham um toque contemporâneo. Atualizar o visual, a linguagem ou o formato mantém a nostalgia viva sem parecer ultrapassada.

Acerto 3. Transformar nostalgia em experiência – Mais do que mostrar referências do passado, campanhas bem-sucedidas convidam o público a interagir. Edições limitadas, ações interativas, filtros, embalagens especiais ou ativações físicas fazem a nostalgia sair do discurso. 

O que não fazer

Erro 1. Evite dar bola fora – Independente da nostalgia evite provocaram reações negativas no seu público. Alinhe suas ideais com ações inteligentes e que tragam valor real. 

Erro. 2 Evite vender qualquer coisa – Entregue produtos relevantes. Busque saber o gosto e se a estratégia deu errado não insista em campanhas inúteis. 

Erro. 3 Evite o desaparecimento de campanhas – Procure não sumir com as campainha logo após o lançamento.   Enfraquece a conexão emocional e faz o público esquecer rapidamente a mensagem.

Evite dar bola fora – Procure não despertar sentimentos ruins com a nostalgia. Alinhe suas ideais com ações inteligentes e que tragam valor par sua persona. 

Não force a barra – Mesmo sendo uma tendência no marketing, procure não enfiar goela abaixo do seu público uma campanha de nostalgia. Faça testes para entender se a mensagem está sendo recebida. Continuar insistindo em algo sem retorno, não faz sentido algum.

Só falta agora o sucesso de algumas marcas 

Nintendo Classic Mini

Nintendo Classic Mini

Cartuchos, controles com fio e tardes inteiras disputando fases de Mario voltaram a ocupar espaço nas prateleiras — e na memória de quem cresceu nos anos 90. Ao relançar versões compactas do NES e do SNES, a Nintendo transformou lembranças de infância em desejo imediato, sem precisar prometer gráficos revolucionários ou novas tecnologias.

Em 2017, após o êxito do Classic Mini do Nintendinho, o Super Nintendo retornou em formato reduzido e com jogos pré-instalados. A resposta foi instantânea: estoques desapareceram em minutos e as redes sociais se encheram de relatos, fotos e histórias de jogadores revivendo experiências que pareciam ter ficado no passado.

Renault Caverna do Dragão

Portais mágicos, criaturas estranhas e um grupo de amigos tentando encontrar o caminho de volta para casa após certa noite, quando ao passear na montanha‑russa os leva à outra realidade, marcaram as gerações 80 e 90. “Caverna do Dragão” não era apenas um desenho dos anos 1980 — era uma aventura semanal que ficou inacabada na memória de quem acompanhou cada episódio esperando o desfecho que nunca veio. Lançada em 2019, a campanha do Kwid Outsider apostou menos no carro em si e mais no sentimento de jornada, amizade e exploração que o desenho representava. 

Tazos estão de Volta 

Nostalgia de marketing no tazos

Surgidos no México na primeira metade dos anos 1990, os Tazos viraram obsessão instantânea. Bastavam algumas moedas guardadas para surgir a negociação clássica em casa: comprar o salgadinho não pelo lanche, mas pela pequena peça de plástico escondida no pacote. A coleção, as trocas no recreio e a disputa por modelos raros transformaram um brinde simples em fenômeno cultural.

Hoje, o retorno dos Tazos ativa exatamente essa memória coletiva. Mais do que relançar um item promocional, as marcas reacendem a lógica da espera, da surpresa e da conquista — sensações que o consumo acelerado dos dias atuais quase apagou


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