Merchandising: Por que alguns produtos chamam mais atenção - Gigante Do Marketing

Merchandising: Por que alguns produtos chamam mais atenção

Você já entrou em alguma loja física, acessou sites de vendas ou passou pelo supermercado sem intenção de comprar determinado produto e, mesmo assim, acabou levando-o? Promoção, embalagem chamativa ou posição estratégica na prateleira podem despertar o interesse do consumidor. O merchandising está presente nessas situações e vai muito além do que aparece diante dos olhos. Ao longo deste artigo, vamos entender como essa estratégia funciona, onde ela aparece e como pode ser aplicada pelas marcas.

Entenda o que é Merchandising

Saiba o que é Merchandising

Para entender essas situações, primeiro é preciso olhar para a forma como marcas e mercadorias são apresentadas ao público. Merchandising reúne ações planejadas para destacar produtos e marcas e favorecer sua aproximação com o consumidor. Esse trabalho pode acontecer em diferentes ambientes. No ponto de venda, a atenção está voltada para o espaço onde a compra pode acontecer. Organização, exposição, comunicação visual e recursos promocionais ajudam a construir o ambiente e orientar o olhar de quem está ali. Fora desse espaço, entram os meios de comunicação. Televisão, rádio, revistas e plataformas digitais permitem inserir marcas e produtos em diferentes conteúdos e momentos do cotidiano. A diferença está no contexto: enquanto o ponto de venda coloca o consumidor próximo da decisão de compra, os demais canais podem criar esse contato antes dela.

Tipos de Merchandising

Variedade de ambientes também explica por que o merchandising não segue um único formato. Dependendo da finalidade e do local em que será aplicado, a estratégia pode assumir características diferentes.

Merchandising Editorial

Marcas também podem aparecer dentro de histórias sem interromper aquilo que o público está assistindo. É o caso do merchandising editorial, presente em filmes, novelas, séries e outras produções audiovisuais.

No lugar do anúncio tradicional, o produto ganha espaço dentro da própria narrativa. A presença pode criar associação com personagens, situações e até com a época retratada.

Em Stranger Things, Coca-Cola aparece já no episódio 3 da 1ª temporada. Eleven usa seus poderes para amassar uma lata do refrigerante. A cena acontece dentro da própria história e faz da Coca-Cola parte daquele momento, mostrando na prática como o merchandising editorial coloca a marca dentro da narrativa sem transformá-la em propaganda.



Visual Merchandising 

Se no merchandising editorial a marca entra na história, no visual merchandising é o próprio ambiente que ganha esse papel. Vitrines, cores, iluminação, displays, sinalização e disposição dos produtos ajudam a transmitir a identidade da marca e direcionar a atenção de quem circula pelo espaço.

Nas lojas de cosméticos, lançamentos podem ganhar destaque com organização por cores, iluminação direcionada e exposição na vitrine. A combinação desses elementos valoriza os produtos e cria uma apresentação alinhada à proposta da marca.


O planejamento continua dentro da loja. Posição das prateleiras, circulação, categorias e pontos extras de exposição influenciam a forma como os produtos são encontrados e relacionados entre si.

Supermercados exploram essa lógica em períodos de festas. Carvão, copos descartáveis e refrigerantes podem ficar próximos, facilitando a compra de quem procura itens para um churrasco.

Mais do que organizar produtos de forma atrativa, o visual merchandising transforma o espaço em parte da comunicação da marca. Layout, iluminação, cores e exposição trabalham juntos para tornar a experiência mais intuitiva e destacar aquilo que merece atenção.

Merchandising Digital


Também chegou às telas. No comércio eletrônico, a organização da loja precisa chamar atenção, facilitar a navegação e apresentar os itens de forma estratégica. Vitrines virtuais, banners, categorias e recomendações assumem funções semelhantes às encontradas no ambiente físico. Cada elemento da loja virtual pode contribuir para essa jornada. Categorias bem organizadas facilitam a busca, imagens ajudam a apresentar os produtos e banners podem destacar lançamentos, ofertas ou campanhas. Recomendações relacionadas ainda aproximam itens que podem fazer sentido juntos. Com isso, a loja virtual consegue apresentar produtos mais próximos dos interesses percebidos durante a jornada. Com poucos cliques separando interesse e compra, cada detalhe da loja virtual ganha importância. Layout, imagens, menus, banners e vitrines precisam trabalhar juntos para que a navegação seja clara e o caminho até o produto não se torne complicado.

Merchandising Sedução 

Depois de organizar o espaço e apresentar os produtos, os sentidos também podem entrar nessa dinâmica. Esse é o papel do merchandising de sedução.

O olfato pode iniciar essa percepção, seguido pela visão e por outros sentidos ao longo da visita. Em perfumarias, fragrâncias disponíveis para experimentação permitem conhecer o produto pelo cheiro, enquanto iluminação, cores e decoração ajudam a criar ambiente relacionado à proposta da marca.


No setor de alimentos, o paladar pode assumir essa função. Degustações permitem experimentar o produto antes da compra e transformam o sabor em parte da jornada, aproximando o consumidor daquilo que está sendo apresentado.

Texturas e sons ampliam essa percepção. Tecidos macios em lojas de roupas, superfícies escolhidas para destacar determinado produto ou trilha sonora alinhada ao ambiente acrescentam novas sensações à visita.

Quando os sentidos entram em cena, a compra deixa de depender apenas do produto exposto. O ambiente passa a despertar sensações, criar desejo e transformar uma simples visita em lembrança capaz de permanecer na memória do consumidor.

Boas Práticas para ter Merchandising de Sucesso 

Saber quais tipos existem ajuda a escolher o caminho. Colocar o merchandising em prática, porém, exige decisões mais concretas: o que destacar, para quem, onde, como e depois de quanto tempo avaliar.

1. Defina o que precisa acontecer

Escolha uma meta específica antes de fazer merchandising. Pode ser aumentar a saída de determinado produto, apresentar um lançamento, estimular a compra de itens complementares ou levar mais pessoas ao e-commerce. Quanto mais claro for o objetivo, mais fácil será escolher a ação.

2. Descubra o que chama atenção do seu público

Converse com clientes, observe dúvidas frequentes, analise os produtos mais procurados e veja quais páginas recebem mais acessos. Essas informações ajudam a entender preferências e comportamentos sem depender apenas de suposições.

3. Olhe o que outras marcas estão fazendo

Visite lojas, navegue por sites e acompanhe redes sociais de negócios do mesmo segmento. Observe como apresentam lançamentos, organizam produtos, usam espaços de destaque e comunicam ofertas. Guarde referências interessantes, mas adapte as ideias à identidade e ao público da sua marca.

4. Escolha onde agir

Nem toda ação precisa acontecer no mesmo lugar. Defina se o foco ficará na vitrine, nas prateleiras, no caixa, dentro do e-commerce, nas redes sociais ou em mais de um canal. O local escolhido deve ter relação direta com o objetivo definido no início.

5. Monte a ação

Agora é hora de decidir o que o consumidor verá, encontrará ou poderá experimentar. Agrupe produtos complementares, destaque lançamentos, crie pontos de exposição e organize a comunicação de forma que a mensagem possa ser entendida rapidamente.

6. Dê um período para testar

Coloque a ação em funcionamento e estabeleça prazo para conferir os resultados. Evite mudar tudo ao mesmo tempo: alterações controladas ajudam a identificar quais escolhas realmente fizeram diferença.

7. Compare os resultados

Observe vendas, quantidade de produtos vendidos, ticket médio, acessos, cliques ou conversões, conforme o canal utilizado. Compare esses números com o período anterior ou com outra versão da ação.

8. Melhore o que não funcionou

Resultado abaixo do esperado não significa necessariamente que a ideia seja ruim. Talvez o produto esteja mal posicionado, a comunicação não esteja clara ou o público não tenha respondido à proposta. Use os dados para ajustar e testar novamente.

Conclusão

Merchandising vai muito além de deixar produtos mais bonitos ou chamar atenção. Cada escolha de exposição, ambiente, comunicação ou navegação pode aproximar o consumidor daquilo que a marca deseja apresentar. 

Quando existe objetivo, conhecimento do público e acompanhamento dos resultados, fica mais fácil perceber o que funciona e ajustar o que precisa mudar. No fim, o merchandising transforma espaços e canais de venda em partes ativas da comunicação com o consumidor.




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